Na manhã desta segunda-feira (27), 14 dias do assassinato do Policial Militar da Bahia, Joanilson da Silva Amorim, familiares e amigos do soldado realizaram um protesto pedindo justiça em frente a sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Centro de Petrolina.
O Soldado Joanilson foi morto durante uma ação da Polícia Civil de Pernambuco, na rua onde morava, bairro Jardim São Paulo, em Petrolina.
Segundo o Portal G1, um familiar de Joanilson, que não quis se identificar, explicou que o protesto cobra mais clareza nas investigações. “Ele foi alvejado pela Polícia Civil, por isso a gente quer que o Ministério Público faça parte da investigação para que haja mais clareza, porque foram muitos erros e várias circunstâncias que levaram a essa fatalidade. Nós chamamos de fatalidade, mas a gente sabe que foi imperícia, imprudência e negligência. Então, a gente quer que o Ministério Público entre nas investigações para que não haja mais erros”, declarou.
Integrantes da Associação de Policiais e Bombeiros e de Seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), também estiveram presentes na manifestação, onde apresentaram um documento encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco, cobrando providências e solicitando a participação no caso.
“A associação cobra nada mais que uma apuração imparcial. A gente sabe que o Ministério Público como fiscal da lei, ele tem dever de atuar também em investigações criminais. O que a gente quer é que seja feita a justiça”, disse o diretor regional da Aspra, Diego Mendes.
Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que segue com as diligências e que só vai se pronunciar após conclusão do inquérito. O Ministério Público de Pernambuco ainda não se pronunciou sobre o caso.
Entenda o caso:
No último dia 13 de setembro, Joanilson da Silva Amorim que estava de folga em casa, quando vizinhos o chamaram para ajudar a prender suspeitos de um assalto. Ao sair de casa, policiais civis de Pernambuco teriam confundido Joanilson com um dos criminosos. Ele foi baleado na cabeça, no braço e na perna. O PM chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital Universitário de Petrolina, mas não resistiu e veio à óbito.
Em entrevista ao PNB, a mãe do policial avaliou as circunstâncias da morte do filho, e afirmou ter sido uma execução.
“Atiraram. Foi uma execução mesmo, porque o primeiro tiro foi na cabeça, e isso não se faz nem com bandido. Qual é o dever da policia? Se o cara oferecer risco ou querer fugir, atire numa perna, porque ele não corre. Mas atirar diretamente na cabeça? (…) Ali não tinha pra onde correr, porque estava cercado por todos os lados. Mesmo que fosse um bandido, não tinha como correr. Eu digo que foi despreparo, gente inadequada que não tem preparo para atuar nas ruas. Um Policial preparado, que tem disciplina não faz isso. Meu filho tinha 7 anos de corporação, nunca cometeu nenhuma falha, e foi alvejado por um despreparado, um revoltado. Meu sentimento é de revolta. Além de perder meu filho, saber que ele foi alvejado pela policia porque confundiram ele com uma bandido. Meu coração está partido. Atiraram. Foi uma execução mesmo, porque o primeiro tiro foi na cabeça, e isso não se faz nem com bandido. Qual é o dever da policia? Se o cara oferecer risco ou querer fugir, atire numa perna, porque ele não corre. Mas atirar diretamente na cabeça? (…) Ali não tinha pra onde correr, porque estava cercado por todos os lados. Mesmo que fosse um bandido, não tinha como correr””, desabafou a mãe.
Da Redação, com informações G1 Petrolina



