Juazeiro: homem que matou mulher a pedradas, em Maniçoba, é condenado a 8 anos de prisão no semiaberto; família vai recorrer

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Após cerca de três horas de julgamento, o réu Israel Ferreira da Cruz, foi condenado há oito anos de prisão em regime semiaberto, por ter assassinado a pedradas a senhora Antônia da Silva Santos Nere, de 56 anos. O crime aconteceu no dia 06 de setembro de 2020, no distrito de Maniçoba, zona rural de Juazeiro, no Norte da Bahia.

O réu fugiu após o homicídio, mas dias depois se apresentou espontaneamente na delegacia. O julgamento que teve início por volta das 09h30 desta terça-feira (17), foi encerrado às 12h30 com a insatisfação dos familiares da vítima.

“A defesa dele alegou que se ele não tivesse se entregado e confessado o crime a polícia não iria saber que foi ele. Disseram também que não houve uma investigação detalhada, e que no momento do ocorrido ele estava bêbado e drogado, por tanto não estava lúcido. Alegaram também que ele sofre de problemas mentais e que por isso cometeu o crime”, disseram os familiares da vítima.

A família de Antônia contou ainda que vai recorrer da decisão.

“Nada justifica a barbaridade que ele cometeu, mas o júri, formado em sua absoluta maioria por homens, com apenas uma mulher, decidiu que ele pegasse apenas oito anos de prisão, sendo que ele já cumpriu um ano, que com o quarto da pena vale como dois. Ou seja, ele pagará apenas somente mais seis anos de prisão no semiaberto. A gente que perdeu uma pessoa querida, é que fica a mercê da justiça”, finalizaram.

Antes do início do julgamento, Carla Fernanda, uma das filhas da vítima, falou sobre como o crime aconteceu e da dor da perda.

“Eu voltei a morar com minha mãe no início da pandemia, mas no dia do crime não estava em casa. Ela estava em sua residência e como todos as noites, tomou um remédio para conseguir dormir. Antes de dormir, como de costume, mandamos mensagem para ela, mas ela não respondeu. Quando ficamos sabendo do caso, ela já estava morta. Ele invadiu a casa da minha mãe, uma senhora indefesa e brutalmente, deu socos nela, quebrando seu nariz, a levou para uma roça onde havia uma plantação de manga e lá a executou com pedradas. Ele apedrejou minha mãe até a morte. O que tínhamos de mais valioso era a nossa mãe, que teve a vida interrompida por uma pessoa que foi lá somente para fazer o mal. Minha mãe já morava lá há mais de 10 anos, onde há quatro anos estava viúva e dava continuidade a sua vida na roça onde ela tanto gostava de ficar entre a plantação e seu animais. Estamos aguardando que a justiça seja feita, porque é uma dor que não vai passar, pode até diminuir com o passar do tempo, mas a saudade será eterna e lembrança desse crime tão brutal vai ficar ainda na nossa memória. Minha mãe era uma mulher forte, guerreira, sem nenhuma doença e que tinha uma vida pela frente. Nós, como família, esperamos agora que a justiça seja feita e que ele pague por esse crime”, desabafou Carla Fernanda.

Da Redação

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