
Após a Organização Mundial de Saúde decretar pandemia, e governos estaduais e municipais publicarem medidas restritivas e orientarem o isolamento social como forma de controle para o Novo Coronavírus, muitos profissionais autônomos estão impossibilitados de trabalhar, a exemplo dos motoristas de aplicativo.
Além de já ter infectado, até está sexta-feira (27), 3.417 pessoas e ter matado 92 pacientes no Brasil, o Novo Coronavírus também é uma ameaça real ao sustento de muitos trabalhadores, sobretudo os informais.
De acordo com a Federação dos Motoristas por Aplicativo do Brasil (FEMBRAPP), a queda no número de viagens é enorme.
O PNB conversou com três motoristas de aplicativo que atuam na região, e de acordo com eles, a situação por aqui é a mesma.
“O número de viagens caiu mais de 80%. Por isso, estou parado, fazendo apenas algumas corridas para conhecidos. Muitos motoristas estão preferindo ficar em casa, a sair para trabalhar e acabar gastando combustível atrás de passageiros, sem conseguir. Muitos motoristas que trabalham com carros alugados estão devolvendo os veículos para as locadoras, e por conta disso, as empresas já estão oferecendo descontos nas locações. Mas ainda assim, os motoristas estão preferindo ficar sem trabalhar por medo dos prejuízos. “, contou Fred Costa.
Ainda de acordo com ele, as empresas estão enviando aos motoristas parceiros, orientações que devem ser seguidas por eles. “Eles pedem que o motorista que apresentar alguma suspeita de Covid-19, informe à plataforma, para que a conta seja suspensa, até que ele comprove que está saudável”, explicou.
Fred acredita que as empresas poderiam adotar medidas temporárias para auxiliar os motoristas nesse período.
“A empresa 99 pop é a única que está ofertando um auxílio para os motoristas parceiros que forem infectadas pelo novo coronavírus. Uma das medidas que as empresas poderiam adotar temporariamente para amenizar o problema, seria a redução, ou até a isenção das taxas cobradas em cada viagem, além de fazer um ajuste nas tarifas, para beneficiar não só os motoristas, mas também os passageiros. O governo também, em contrapartida, poderia reduzir a carga tributária do combustível”, acrescentou.
Nossa equipe também conversou com Marcos Vinicius Santos de Andrade, motorista de aplicativo há quase dois anos. De acordo com ele, as empresas de aplicativo não estão dando condições de trabalho para os motoristas.
“Eu reduzi os meus dias de trabalho, por conta da queda nas chamadas. Na minha opinião as empresas de aplicativo deveriam oferecer mais condições para que os motoristas possam trabalhar com segurança, como disponibilizar álcool em gel, máscaras. Estamos expostos a essa doença. Além disso, eles continuam cobrando as mesmas taxas, não estão nos dando condições de trabalho”, opinou.
Para Diogo Portela, que também trabalha como motorista de aplicativo em Juazeiro e Petrolina, “a grande maioria dos motoristas de aplicativo da região quer continuar trabalhando, até porque é um serviço essencial para garantir o transporte dos trabalhadores que precisam continuar exercendo suas funções, principalmente os da área de saúde. Mas está difícil continuar trabalhando. Eu preferi ficar em casa por precaução. Eu tenho uma mãe idosa, filhos pequenos e estou em casa há 11 dias. Eu particularmente acho que o isolamento social é importante, mas sei também que tem colegas que precisam trabalhar durante o dia, para levar alimentos para casa durante a noite”, afirmou.
Auxílio emergencial
Ontem (26), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que prevê o pagamento de R$ 600 a trabalhadores informais por três meses em razão da pandemia do coronavírus. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber R$ 1,2 mil. A proposta do governo era de R$ 200 para os trabalhadores informais, o Congresso passou para R$ 600.
Com a aprovação, o texto seguirá para votação no Senado. Ainda não há data definida para a análise pelos senadores. O pagamento do auxílio emergencial é limitado a duas pessoas da mesma família.
*Com informações do G1
Dados Juazeiro
De acordo com o último boletim divulgado pela SESAU, a cidade segue com dois casos confirmados do novo coronavírus. Os dois únicos casos foram anunciados na segunda e na terça-feira. Tratam-se de dois irmãos idosos que possuem histórico de viagem por área de transmissão. Ambos estão em quarentena (relembre).
Já para a H1N1, a secretaria informou que a cidade possui 46 notificações, duas a mais que o boletim divulgado ontem. Desse total, 10 casos foram confirmados, incluindo dois óbitos, 22 estão em investigação e 14 casos suspeitos de H1N1 já foram descartados.
Dados Petrolina
Último boletim divulgado aponta que a cidade tem dois casos confirmados de Coronavírus e quatro de outras Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), como Influenza e H1N1.
Da Redação



