Às vésperas do Novembro Negro, MP-BA denuncia gerente da CEF por crime de racismo contra empresário

0

A promotora de Justiça Lívia Vaz Santana denunciou o gerente da Caixa Economia Federal de Salvador, João Paulo Vieira Barreto por racismo contra o empresário Crispim Terral, cliente do banco, que foi agredido por dois policias militares e pelo gerente após ter tido seu atendimento negligenciado por parte do funcionário.

Crispim procurou a agência no intuito de resolver um débito indevido em sua conta corrente, no valor de R$ 2.056,00, referente a cheques emitidos e já resgatados pela vítima.

A filha do empresário, de 15 anos, acompanhava o pai, e registrou a violência em um vídeo, que viralizou nas redes sociais, causando indignação pela violência com que o empresário foi tratado.

Para a promotora de Justiça, “elementos de prova carreados aos autos conduzem à conclusão de que o acusado praticou discriminação racial, ao conferir tratamento discriminatório à vítima, que, além de ter sido tratada de forma diferenciada em relação aos demais clientes da agência, foi apontado como ‘esse tipo de gente’ pelo denunciado, que exigiu que os policiais algemassem Crispim, ainda que este não tenha cometido qualquer delito”.

A promotora pede que o denunciado seja condenado com base no artigo 20 da Lei do Crime Racial (7.716/89), por praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, com possibilidade de reclusão de um a três anos de prisão, mais pagamento de multa.

O caso aconteceu no dia 19 de fevereiro desde ano, e após ganhar repercussão, a Caixa Econômica Federal afastou o gerente.

Várias manifestações contra a atitude do gerente e dos agentes de segurança, aconteceram em frente à Caixa do Relógio de São Pedro, local onde ocorreu a agressão contra Crispim.

O caso

Crispim, que é proprietário da farmácia Terral em Salinas da Margarida, no Recôncavo Baiano, contou que foi sete vezes na agência para obter comprovantes de pagamento de cheques, mas não conseguiu solucionar o problema. No dia 19, acompanhado da filha de 15 anos, resolveu procurar atendimento. O empresário disse que foi atendido por um gerente de prenome Mauro.

Cansado de esperar, e na tentativa de resolver o problema, Crispim procurou o gerente geral João Paulo, que o tratou de forma ríspida ao ser questionado sobre o tempo de espera e o atendimento prestado. O gerente, então, chamou a Polícia Militar para retirar o empresário da agência.

Depois de se recusar a ser algemado, ele acabou recebendo um “mata-leão” – golpe de estrangulamento – de um dos PMs.

Da Redação

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome