PC já identificou sete pessoas por ameaças a escolas na Bahia; Em Eunápolis, um garota de 15 anos foi apreendida

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Depois da tragédia que aconteceu na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano- SP, no dia 13 de março, uma onda de ameaças de massacres em escolas vem se espalhando em vários municípios baianos.

Em Juazeiro dois episódios assustaram alunos, pais de alunos e toda a comunidade.

No dia 17 de março, circularam nas redes sociais áudios de conversas onde jovens anunciavam em um grupo de Whatsapp denominado “El Diablo”, que o Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães seria alvo de um massacre semelhante ao que ocorreu em Suzano-SP.

A direção da instituição denunciou o caso a Polícia Civil, que logo identificou que as ameaças partiram do ex-aluno do Modelo, Janilson Soares da Silva. Na casa de Janilson foram encontrados computadores, jogos, aparelhos celulares e uma máscara preta, sendo todos os objetos apreendidos para averiguação e perícia. O acusado foi ouvido e após as medidas cabíveis, foi liberado.

Nesta quinta-feira (4) áudios que circularam nas redes sociais, mais uma vez, causaram pânico em Juazeiro e algumas instituições até suspenderam as aulas. As vozes são aparentemente de dois jovens, citando alguns nomes de instituições, como próximos alvos de atentados. A Polícia foi avisada e viaturas da PM garantiram a segurança na porta de algumas instituições de Juazeiro. Alguns colégios chegaram a suspender as aulas. Concluiu-se que os áudios se referiam a escolas de outro município baiano.

As ameaças de atentados contra escolas, vem crescendo no interior do estado e também na capital, Salvador, o que motivou a Polícia Civil a iniciar uma investigação.

Sete pessoas já foram identificadas. Ontem (4), a PC localizou a sétima envolvida na distribuição de ameaças nas redes sociais contra escolas públicas e particulares. Desta vez, uma garota de 15 anos foi apreendida no município de Eunápolis.

De acordo com a Polícia Civil, a adolescente criou uma página falsa no Facebook com o nome Guilherme Monteiro – um dos envolvidos no ataque a uma escola em Suzano, no estado de São Paulo.

Em uma das mensagens, ela dizia: “Na minha opinião, temos que fazer algo grandioso. Nada repetido. Temos que começar em grandes escolas. Eu já faço parte de um grupo e temos tudo planejado. Temos tudo de que precisamos. Se quiserem, posso ajudar a vocês com bombas caseiras. Depende da potência”.

Na delegacia, acompanhada da mãe, a jovem confessou o crime e disse que tudo não passou de uma brincadeira para amedrontar pessoas.

Punição e Controle

Ações de inteligência da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis), com apoio do Instituto Federal da Bahia (Ifba), foram iniciadas no dia 29 de março, quando as ameaças foram disseminadas.

“Vamos repetir, novamente, para aqueles que ainda não compreenderam. Indiciaremos os responsáveis por estas mensagens no artigo 265 do Código Penal, que fala sobre atentar contra o funcionamento de serviços de utilidade pública. A pena varia de 1 a 5 anos de prisão e pagamento de multa”, lembrou o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Flávio Góis.

O policial enfatizou ainda do papel da família. “Precisamos, enquanto pais, fiscalizar o que os nossos filhos assistem e fazem na internet. As redes sociais são ferramentas de aproximação para coisas boas e ruins”, completou.

Da Redação com informações BN

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